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Permita-me apresentar... Karina

No último final de semana, tive uma conversa com uma amiga sobre o quanto mudei nesses últimos tempos, na verdade não foi uma conversa propriamente dita, ela fez uma breve análise que me botou uma colônia de pulgas atrás da orelha e, como boa neurótica que sou, pus me a pensar no assunto.
Quando a conheci, lá pro final de 2013, começo de 2014, eu era uma pessoa bem perdida em diversas questões. Bebia muito, tinha uns conceitos de amizade e relacionamento meio tortos, bom, era o que eu tinha na época, então, era o que eu conhecia.
Hoje, quase cinco anos depois, acho que amadureci (grazadeus) e tô me encontrando.
Vou voltar mais um tantinho no tempo, 2007, quando comecei a criar laços com pessoas de verdade (e quando digo "de verdade" quero dizer laços que mantive, apesar da distância e da falta de contato, são pessoas que não "cortei" da minha vida), pois bem, amigos da época que tocávamos violão no palquinho do BEFAMA digam "HEY" 
Lá em 2007 eu era uma Karina, toda meiguinha, amiga de todo mundo, que sofria (e como sofria) com qualquer coisa mínima que me fizessem (ou pra quem eu gostava). Na real, sempre fui muito coração, ô bicha chorona. Mas nesse meio tempo, eu perdi muita coisa, muita gente e, acabei mudando um pouco (ou muito).
Em 2011 conheci o Bola de Neve, fui pra igreja, passei um tempo por lá, fiz outros inúmeros amigos, mas perdi o contato com quase todos. Novamente, as pessoas passaram. A vida deu uma volta doida de 360º e eu surtei.
Já é 2013, outra Karina apareceu, tô no rolê todo fim de semana, bebo quase todos os dias, fiz outros tantos amigos que nem consigo mais contar, fiz muitos planos. Alguns aconteceram, outros já nem me lembro mais. Pessoas se foram, outras chegaram. O coração bateu mais forte, quase parou e depois aprendeu a entrar no compasso. Leve.
2014... 2015... 2016... 2017... 2018.
MUITA COISA ACONTECEU! E eu, já não sou mais aquela menina que chora por tudo (ou talvez até chore, mas comigo, por mim). Eu não sou mais amiga de todo mundo. Andei meio antissocial. Tô preferindo meu canto. Tô preferindo a minha paz.
A amiga da conversa ali do início, acabou me ouvindo falar que "só tô saindo pra onde realmente preciso ir" e me questionou do porquê e eu não sabia responder. Mas hoje eu gosto do meu espaço, do meu tempo, de fazer as coisas por mim. Dane-se quem vai estar lá, dane-se o que esperam de mim, dane-se o que pensarem de mim. Eu tô cagando pra essa galera que gosta de apontar o dedo na cara e falar o que tá certo ou errado. Eu tô cansada.
Poucos são os que estiveram comigo quando nem eu mesma estava comigo. Quem pulou do barco, pulou, já foi, acabou. Quem enfrentou a maré braba do meu lado, vai sempre estar do meu lado, mesmo que a quilômetros de distância. Eu sou amiga assim, do coração, da conversa no whatsapp a cada seis meses, de uma mensagem no meio da noite com alguma bobagem engraçada ou algo que me fez lembrar de alguma história nossa.
Isso é o que eu sou e, apesar de constantemente não ser a mesma, existe aquela coisinha, chamada "essência", que não muda nunca.
Quem você conhece hoje, não é a mesma menina de 2007, 2013 ou 2017. Então, permita-me apresentar... Karina!

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